O deputado federal Cesar Halum (PRB-TO) reprovou o sistema eleitoral conhecido como distritão, aprovado pela Comissão Especial que analisa a Reforma Política
na Câmara dos Deputados. “Entendo que as minorias precisam estar representadas e o “distritão” dificulta essa possibilidade”. Para ele, só serão eleitos os candidatos que têm maior poder econômico, ou já está cumprindo mandato.

 

“Isso vai prejudicar muita gente nova que tem vontade de entrar na política para dar sua contribuição. Eles já começam a desistir e procurar outros caminhos” complementou o deputado. Halum acredita que há a possibilidade de o “distritão” ser barrado.

“Semana que vem o texto deve ser votado em Plenário. Vamos nos unir para rejeitá-lo”, disse. O deputado também criticou o Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD) que, para ele, é um abuso com o eleitor. “Neste momento em que vivemos uma crise econômica tão grave temos que procurar alternativas para reduzir os custos e não aumentá-los. De fato, campanha política demanda dinheiro, mas não dinheiro do contribuinte”, defendeu.

De acordo com o texto, o Fundo levaria, em 2018, R$ 3,6 bilhões do Orçamento da União. “Seria uma irresponsabilidade do parlamentar aprovar que esse montante fosse tirado da educação ou da saúde ou da segurança ou do esporte ou do turismo ou da ciência e tecnologia para financiar eleição, sem autorização do povo. O povo não aguenta isso mais! Não podemos nadar contra a maré”, asseverou.

Reforma da Previdência 

Em seu discurso, o parlamentar tocantinense repudiou o atual texto da Reforma da Previdência. Segundo ele a proposta se faz necessária, porém é preciso que o Governo entenda que privilegiar os ricos e sacrificar os mais pobres é um grande equivoco. “Não podemos transferir essa conta só para aqueles que são mais desprotegidos, que têm menor representatividade, que não têm ninguém que faça lobby por eles nesta Casa para poder livrá-los da reforma. Por exemplo, essas aposentadorias milionárias têm que ser revistas. Nós não podemos permitir que isso continue acontecendo”, concluiu.

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