Jogador Cicinho conta que Jesus o tirou do fundo do poço

“Eu tive um encontro com Jesus depois de ter tomado 18 caipirinhas e 14 long necks”, contou o jogador, em um dos vários momentos em que falou sobre o alcoolismo. “Eu abri o jogo para os psicólogos do São Paulo: eu sou um cara que não consegue sentar e tomar um ou dois copos. Eu tinha que beber até cair”. Cicinho diz que, depois do “encontro com Jesus”, há cerca de quatro anos, nunca mais bebeu. Ele ainda revelou um de seus maiores arrependimentos: as 33 tatuagens que fez na juventude.

Muito bem humorado, Cicinho admitiu ser consumista até hoje e relembrou um dia em que, aconselhado pelo amigo David Beckham, foi a uma loja de luxo em Madri e comprou uma jaqueta, uma calça e uma camisa por 25.000 euros. “Achei que fosse, 2.500 euros, que já seria muito. Mas se eu pedisse pra voltar a compra, a vendedora ia contar pro Beckham”, brincou. “Se eu entrar numa loja, eu gasto 10.000, 15.000 reais, mas eu não faço mais isso porque hoje é minha esposa que administra e é rígida. Hoje em dia eu ganho mesada dela”.

A entrevista de Cicinho repercutiu na Europa, sobretudo pelas críticas do jogador sobre suas passagens por Real Madrid e Roma. O brasileiro não titubeou ao apontar o pior treinador com quem trabalhou: Claudio Ranieri, um dos heróis daconquista inédita do Leicester City no Campeonato Inglês. “Não tem sistema de jogo, não tem um treinamento bacana. Não gosta de brasileiros e me sacaneava na Roma. Eu acho que ele ganhou o Campeonato Inglês por pura sorte”.

Cicinho admite que sua agitada vida noturna foi seu maior inimigo na carreira, mas diz que os brasileiros foram prejudicados pela “panelinha” espanhola do Real Madrid, formada por Iker Casillas, Guti, Michel Salgado e Raúl Gonzáles, entre outros. “Os caras faziam a cabeça de imprensa e de treinador. Se o Ronaldo jogava mal, saia na capa do jornal que o Raúl era melhor que ele. O Raúl tem que nascer três vezes para tentar jogar o que o Ronaldo jogou”.  Atuando na Turquia desde 2013, Cicinho pretende jogar mais dois anos profissionalmente e revelou o desejo de encerrar a carreira no São Paulo.

Cicinho, lateral-brasileiro do Sivasspor da Turquia

Cicinho atua desde 2013 pelo Sivasspor da Turquia (Euro Football/Getty Images)

Fonte:VEJA

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