PM critica Carlos Amastha sobre falta de segurança; entenda

Ascom PMTO

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A respeito das críticas do Prefeito de Palmas e candidato à reeleição, Carlos Amastha, contidas na matéria: “Ao receber apoio de vigilantes, Amastha fala em “ausência” do Estado na segurança” veiculada no Portal Cleber Toledo, a Polícia Militar esclarece que:

Conforme o artigo 144 da Constituição Federal, a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de TODOS, sendo a Polícia Militar um dos órgãos que compõe o sistema de segurança pública.

Em suas declarações, o prefeito e candidato à reeleição de Palmas, declara ausência do governo estadual quanto à segurança pública, ignorando a atuação abnegada dos homens e mulheres que compõem a Polícia Militar do Tocantins.

Cabe à Polícia Militar a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública e esta instituição vem cumprindo sua missão de forma valorosa contribuindo de forma significativa para que Palmas seja considerada uma das capitais mais seguras do Brasil.

É declarado que a Guarda Metropolitana de Palmas, tem assumido atribuições além de suas competências para cobrir a “ausência do Estado”. Contudo, atualmente, além da guarda dos bens, serviços e instalações municipais, cabe também a esta notória instituição outras atribuições, pois o Estatuto Geral das Guardas Municipais, Lei Federal nº 13.022/2014, amplia suas funções no sistema de segurança pública.

A Polícia Militar enxerga as declarações do prefeito e candidato à reeleição como desrespeitosas e que, com cunho eleitoreiro, tenta colocar uma instituição contra a outra ao afirmar que a Guarda Metropolitana tem que assumir o papel da PM.

Ambas, repito, são compostas por homens e mulheres valorosos, que trabalham harmoniosamente, com a finalidade de proteger o cidadão, salvaguardando sua vida e patrimônio. As instituições não devem ser utilizadas com finalidade eleitoreira, pois o maior prejudicado, além das organizações em si, é o cidadão.

A Polícia Militar é o único órgão que está presente nos 139 municípios e tem trabalhado incansavelmente para cumprir sua missão de “assegurar a ordem pública no território tocantinense, através do exercício da polícia ostensiva, buscando a excelência e a parceria com a comunidade”. Não se ausenta!

As dificuldades existem e não são negadas por este comando: déficit de efetivo, veículos, porém a PM nunca se ausentou, pelo contrário, se desdobrou. Ao assumir a gestão, ciente deste déficit deixado por gestões anteriores, o Governador Marcelo Miranda logo determinou a adoção as medidas para aumento de efetivo, lembrando que este será o segundo grande concurso em termos de preenchimento de vagas em sua gestão. Quanto às viaturas, desde o início da gestão, estão sendo substituídas e logo haverá a renovação da frota.

Dizer que a Polícia Militar está ausente é um acinte e os nossos números mostram que estamos presentes colocando todos os recursos à disposição:

DADOS DE PRODUTIVIDADE DA PMTO/ 2015

– 214.361 pessoas abordadas em condições suspeitas;

– 110.403 veículos em condições suspeitas abordados;

– Mais de 6000 operações e policiamentos desencadeados;

– 6.323 pessoas presas;

– 1.365 veículos recuperados;

– 574 armas de fogo apreendidas;

Fonte: PMTO – SINESPJC

 

DADOS DE PRODUTIVIDADE DA PMTO/ 2016

– 64.106 pessoas abordadas em condições suspeitas;

– 40.756 veículos em condições suspeitas abordados;

– Mais de 3000 operações e policiamentos desencadeados;

– 4.159 pessoas presas;

– 1030 veículos recuperados;

– 331 armas de fogo apreendidas;

Fonte: PMTO – SINESPJC

Se as ações listadas acima demonstram “ausência” do Estado quanto à segurança pública, há de se repensar o significado do termo empregado pelo prefeito.

Cabe ressaltar ainda que as declarações alarmantes e sem fundamento, não contribuem em nada com a segurança pública, trazendo, na verdade, sensação de insegurança com o único objetivo de tentar se sobressair na disputa política, porém o povo e as instituições não podem ser utilizados com esse intento.

Ao se posicionar de forma desatenciosa com os policiais militares, negando sua participação ativa na construção da segurança pública em nosso Estado, o prefeito e candidato, desrespeita a família policial militar que hoje é constituída por mais de 40.000 membros entre policiais e familiares.

O trabalho da PM não se restringe apenas ao âmbito operacional, mas também ao social de prevenção com a implantação de programas que oportunizam as crianças outros caminhos que não a violência e as drogas, como o PROERD que já atendeu no Estado do Tocantins, 334.464 crianças e adolescente e 4.066 pais, bem como Escolinhas de Iniciação Esportiva e outros programas espalhados pelo Estado. Mais uma prova do relevante papel desempenhado por esta gloriosa instituição e sua presença junto à sociedade.

A Polícia Militar do Estado do Tocantins reitera o seu compromisso junto à população, a sua parceria irrestrita junto ao município e principalmente junto aos órgãos de segurança pública deste que sempre trabalharam de forma harmônica e em colaboração incondicional junto a esta instituição e assim, continuará sendo feito, pois as instituições são perenes, cuja existência e função transcendem a esfera política.

Quartel do Comando Geral

Palmas – TO, 12 de setembro de 2016.

 

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