Suspeito, de matar PM que era presbítero da AD Madureira em Palmas ganha liberdade

Justiça concedeu liberdade a um suspeito de matar um Policial Militar e presbítero da Igreja Assembleia de Deus Madureira em Palmas no dia 1º de abril em Palmas. A decisão, da 3ª vara criminal de Palmas, foi em função do inquérito não ter sido concluído pela Polícia Civil. Carlos Alberto Mendes da Rocha vai responder pelo crime em liberdade. Ele vai ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica. Ele foi solto nesta terça-feira (9).
O juiz que tomou a decisão, Rafael Gonçalves de Paula, destacou que já se passaram 38 dias desde a prisão, sem que o inquérito tenha sido concluído. Na sentença ele ressaltou que não há evidência de que a investigação seja complexa e que por isso não há qualquer justificativa plausível para a demora.
O crime aconteceu na manhã do dia 1º de abril, em Palmas. O subtenente da Polícia Militar, Milton Caetano, foi baleado durante um assalto na casa dele na quadra 904 Sul, em Palmas. Ele foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e levado para o Hospital Geral de Palmas (HGP), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Conforme as informações da PM, o policial foi abordado por dois criminosos armados. Os homens tentaram roubar o veículo da vítima após o crime. Ele teria reagido ao assalto e por isso acabou baleado.
No dia seguinte, dois suspeitos de envolvimento no crime morreram em confrontos com a PM e quatro pessoas acabaram sendo presas, entre elas estava Carlos Alberto. Além dos suspeitos da morte do policial, também foram presos suspeitos de acobertar e auxiliar na fuga dos envolvidos.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o inquérito já foi concluido e que foi encaminhado ao poder judiciário. A SSP não informou a data em que o inquérito foi concluido ou o motivo do documento ter sido entregue fora do prazo. No sistema de consulta processual do Tribunal de Justiça está registrado que a Polícia Civil só entregou o documento no final da tarde de terça-feira (9), após a decisão do juiz.
O jornal tentou entrar em contato com o advogado do suspeito para pedir um posicionamento a respeito do caso, mas ele não atendeu aos telefonemas. Com informações g1/tocantins.