Evangélico ex-intérprete diz que voltou ao carnaval por que pastor o apoiou; confira

O Carnaval chegou antes do evangelho na vida de Anderson. Começou cantando num bloco da favela da Maré, onde foi criado, e não parou mais. Com uma vida amorosa conturbada, teve 10 filhos. “Meu único problema
espiritual era essa coisa do envolvimento entre homem e mulher, promiscuidade”.

Ir à Igreja Batista foi sugestão de um amigo. “Quando ouvi o louvor, senti que era aquilo que precisava. Tudo o que vinha do altar parecia falar comigo”. O pastor dizia que Carnaval era coisa do diabo. Anderson parou de cantar samba e abriu uma venda para se manter. Chegou a anunciar sua conversão na escola. Na igreja, era apresentado como ex-intérprete.

Passou um ano longe, mas depois sentiu que não precisava abandonar o que amava. “Onde diz na Bíblia que eu não posso cantar samba? A palavra de Deus diz que o dízimo vem do salário. Meu dinheiro vem do meu trabalho, então é abençoado”. Já na nova igreja, a Cristo Vive, consultou o pastor, que o apoiou. Diz que não teve problemas em ser aceito como crente no Carnaval.

“Nos momentos oportunos, inclusive, levo a palavra aos amigos. Se me procuram, eu falo”, diz ele, que hoje é intérprete da Inocentes de Belford Roxo, escola do grupo de acesso. No meio evangélico é mais complicado as pessoas não veem com bons olhos. Com informações folha.uol.com.br.