Três pessoas são indiciadas por esquema de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Tocantins

Três pessoas foram indiciadas por corrupção devido a um esquema de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa. As informações são da Polícia Civil.

As investigações começaram no ano passado pelo Ministério Público Estadual e foram concluídas pela Delegacia de Combate a Corrupção, durante a 1ª fase da operação Espectro. Eles teriam causado um prejuízo de R$ 173 mil aos cofres públicos.

Foram indiciados: o advogado e ex-diretor Geral da Assembleia Legislativa, Antonio Ianowich, o ex-Diretor de Modernização Tecnológica Danilo Parente e o coordenador de Almoxarifado e Estoque, Flávio Negreiros Alves. O esquema seria para desviar dinheiro da Casa.

A Polícia Civil disse que os detalhes do esquema foram descobertos após a apreensão do celular de Danilo. Os investigadores tiveram acesso à conversa dele e dois demais suspeitos.

No inquérito, a polícia informa que pediu a prisão preventiva e temporária, busca e apreensão, suspensão de função pública, bloqueio de bens e condução coercitiva – quando os investigados são levados para depor – mas todos os pedidos foram negados pela Justiça.

No relatório, consta os depoimentos dos investigados, que negaram as acusações. Danilo Parente disse que não vai se manifestar sobre o caso. Já Ianowich informou que nesse período prestou de forma regular os serviços na Assembleia. Ele disse que foi intimado na semana passada, que prestou depoimento sobre o assunto e continua à disposição da polícia para prestar qualquer tipo de informação. O G1 aguarda um posicionamento da Assembleia Legislativa.

Em fevereiro do ano passado, o PORTAL fez uma reportagem com detalhes sobre a investigação do MPE. Na época, a promotoria disse que pelo menos 80 casos de funcionários fantasma estava sendo investigados.

Um dos principais casos envolve Danilo Parente, que foi nomeado como diretor no dia 31 de janeiro de 2017 e exonerado no mesmo dia. De uma só vez ele recebeu R$ 110 mil, segundo o MPE.

O valor incluía férias, décimo terceiro e auxílio alimentação. É como se ele tivesse trabalhado todo o ano de 2016 sem receber. O que chamou a atenção dos investigadores é que o suposto servidor foi nomeado e exonerado no mesmo Diário Oficial.

Na época, Danilo Parente Barros não foi encontrado para comentar o caso.

A Polícia Civil disse que a operação terá outras fases para investigar funcionários fantasmas na Assembleia e em outros órgãos da administração pública estadual e municipal. Com informações g1/tocantins.