Pastor aciona justiça e faz igreja leiloar terreno por dívida de R$ 200 mil

Justiça determinou venda após quebra de contrato de transferência para religioso

Igreja no Centro da Serra: terreno que será leiloado por decisão judicial fica ao lado do templo. Foto: Marcelos Pretz/GZ

A 4ª Vara Cível da Serra determinou o leilão de um imóvel, no Centro da Serra, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus para pagar dívida de aproximadamente R$ 200 mil ao pastor Agmar do Nascimento Nilo. A dívida inicial era de cerca de R$ 74 mil.

Mas, em valores atuais, passou para R$ 200 mil, segundo o advogado do pastor Agmar, João Luiz Castello Lopes Ribeiro.

Agmar do Nascimento Nilo era pastor do Templo da Assembleia de Deus, em Serra Dourada I, quando foi convidado pelo pastor Delio Nascimento a fazer parte do seu ministério, cuja sede é a Igreja Evangélica
Assembleia de Deus Ministério de Serra, na Rua Major Pissarra, Centro da Serra.

O advogado relata que Agmar e a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério de Serra, de responsabilidade do pastor Delio Nascimento, assinaram um “contrato social de jubilação”.

Na prática, o contrato transferia o templo de Agmar para o Ministério e o transformava em pastor dessa instituição. O contrato seria vitalício, mas “eles deixaram de pagar de pagar várias mensalidades do estabelecido no contrato de jubilação”, conforme relatou o advogado João Luiz.

Com os atrasos, o contrato foi rompido. Para receber as mensalidades atrasadas, o pastor entrou na Justiça em 2012. Quatro anos depois, em 23 de junho de 2016, a juíza Cinthya Coelho Laranja determinou que seja leiloado o terreno localizado ao lado do templo do Ministério no Centro da Serra.

MULTA
A decisão é de 2016, mas ela só será executada em 17 de abril de 2018, data marcada para a realização do leilão do imóvel, que vai acontecer na sede da 4ª Vara Cível da Serra.

O advogado João Luiz Castello Lopes Ribeiro afirmou que o excesso de recursos segurou o andamento do processo. Tanto que a Igreja Assembleia de Deus foi multada por litigância de má-fé, quando uma das partes usa de forma maldosa o andamento do processo para prejudicar a outra parte. “Eles estavam questionando coisas que já haviam questionado antes e sido decididas”, afirma o advogado João Luiz.

O OUTRO LADO

O advogado que representa a Igreja Evangélica Assembleia de Deus e o pastor Delio Nascimento, Luiz da Muzi, foi procurado pela reportagem, por telefone, na noite de segunda-feira (19). Como estava em reunião, ele
respondeu por mensagem que a informação é falsa que possui documentos que provam o contrário. O advogado afirmou que está pronto para receber a reportagem e esclarecer o assunto. A reportagem respondeu sobre as decisões da 4ª Vara Cível da Serra, mas não houve retorno até as 22 horas de segunda-feira (19).

Com informações Gazeta On Line

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