Corpo de militar morto por policiais civis será enterrado hoje em Palmas

Da Redação

O corpo do sargento José Maria Rodrigues Amorim, que foi morto ontem durante uma abordagem por policiais civis em um bar na capital, será enterrado hoje às 16 horas em um cemitério da capital.

O corpo do policial foi liberado ontem à noite e está sendo velado por familiares em Taquaralto.

Ainda ontem os policiais civis envolvidos na abordagem que terminou com a morte do sargento da Rodrigues, foram afastados das funções. A equipe era chefiada pelo delegado Cassiano Oyama, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, e composta por três agentes da mesma delegacia.

O sargento foi atingido no braço, no joelho e no abdômen. Ele chegou a ser socorrido, passou por cirurgia no Hospital Geral de Palmas, mas não resistiu e morreu ainda na manhã desta sexta-feira (27).

A Polícia Militar afirmou que o sargento não efetuou qualquer disparo contra a equipe da polícia civil. Disse ainda que instaurou procedimentos para esclarecer e apurar o caso e designou o corregedor-geral para acompanhar as investigações.

Ação desastrosa

A Associação dos Praças Militares do Estado do Tocantins (APRA) reagiu e também por nota repudiou o que chamou de “atuação arbitrária e despreparada” da equipe da PC. A Apra relata que José Rodrigues estava no momento de folga durante a ação.


A FASPRA-TO, também emitiu uma nota chamando de erro primário e desnecessário a ação dos policiais civis:

“Onde já se viu efetuar Abordagem policial embarcado? Esse erro primário e irresponsável culminou em todo o desfecho trágico. Um carro descaracterizado, com quatro pessoas dentro, portanto um fuzil para em frente a um bar e indaga ao proprietário de um veículo acerca de seu som em volume inadequado. Nem de longe este seria o procedimento correto a ser adotado por um profissional de segurança pública”.
“Efetuar disparo de fuzil calibre 556 em ambiente altamente frequentado por pessoas é um ato irresponsável, inadmissível e denota o despreparo de quem o fez”.

Nota da Secretária de Segurança Pública

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o delegado Cassiano Oyama, da delegacia de Homicídios, havia sido chamado para um reforço policial no 5º DP. Ele e dois agentes passavam pelo bar quando perceberam o som alto e o sargento “visivelmente sob efeito de álcool”. O delegado pediram que ele abaixasse o volume, momento em que Rodrigues reagiu mostrando a arma de fogo.

Os agentes de polícia saíram do carro, apresentaram-se e pediram para que a arma fosse colocada no chão. Os policiais afirmam que o sargento se negou e apontou a arma para eles. Momento em que reagiram e dispararm quatro tiros, sendo que três atingiram a vítima.