Valor da aposentadoria de Clenan Renault, investigado na “Operação Ápia” será de R$ 30 mil

O procurador-geral de Justiça do Tocantins, Clenan Renault de Melo Pereira, pediu aposentadoria voluntária nesta segunda-feira (21). Renault era o chefe do Ministério Público Estadual e é alvo de uma investigação da Polícia Federal desde o ano passado. Quem assume o comando do MPE é o subprocurador José Omar de Almeida Júnior.

Almeida Júnior fica no cargo até o dia 14 de dezembro, quando termina o atual mandado.

A aposentadoria de Clenan Renault será de R$ 30.471,11 mensais. O valor será pago pelo Fundo de Previdência do Estado do Tocantins (Funprev).

Ele disse que tomou a decisão para poder se dedicar à família e cuidar da própria saúde. Renault tem 71 anos. “Garanto a todos, com toda a força do meu ser, que busquei fazer o melhor sem errar. Se errei, foi tentando acertar”, disse ele.

A investigação
Clenan Renault foi um dos alvos da 5ª fase da operação Ápia, da Polícia Federal, batizada de operação Convergência, em agosto de 2017. Ele é suspeito de recomendar que o governo estadual fizesse pagamentos para uma empresa suspeita de fraude.

Uma sindicância para apurar o caso foi instaurada em agosto de 2017, mas chegou a ser arquivada por decisão monocrática da corregedoria. O processo foi reaberto no dia 15 de maio pelo Conselho Nacional de Justiça e ainda será julgado.

Em abril deste ano, o ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça, determinou abertura de sete inquéritos para investigar o ex-governador Marcelo Miranda. Um dos inquéritos tem como alvo o procurador-geral e parentes dele e trata dos mesmos pagamentos investigados pela PF na operação Convergência.

Na época da operação, o procurador-geral foi um dos alvos porque teria enviado ofícios para o governo do Tocantins recomendando o pagamento de uma obra de rodovia que estava sob suspeita. O pagamento seria para uma empreiteira que era cliente do escritório de advocacia dos filhos dele. Com informações g1.