Mário Lúcio relembra atuação em favor da Polícia Militar durante greve em 2001

Mário Lúcio (Psol) sempre teve uma reconhecida trajetória de luta em prol dos tocantinenses e dos seus interesses. Em entrevista neste sábado, 2, o candidato relembrou sua atuação como procurador da República do Ministério Público Federal (MPF) a favor dos policiais militares que entraram em greve no ano de 2001, reivindicando reajuste salarial.

Foi graças à atuação de Mário Lúcio que a desastrosa atuação do governador na época, Siqueira Campos, não logrou numa chacina contra os militares e seus familiares que estavam acampados. “Meu papel foi impedir que o exército exercesse atividades de repressão e violência contra os policiais e seus familiares. Foi uma ocasião que houve muitas denúncias de violação dos direitos humanos, de violência por parte do exército, inclusive contra a população, contra os policiais e seus parentes”, relembrou Mário Lúcio.

Na época, 3,8 mil policiais paralisaram os serviços reivindicando 47% de reajuste salarial. Com a greve, tropas federais foram convocadas para dar suporte à segurança pública do estado. Milhares de soldados e familiares ocupavam os quartéis em Palmas e Araguaína. Eles tiveram telefone e água cortados e foram sofreram diversas ameaças e perseguições durante a manifestação.

“Greve é o último recurso do que o trabalhador tem para manifestar contra um direito seu que não está sendo respeitado. É preciso que os governantes tenham sensibilidade, saibam dialogar e propor saídas justas para os conflitos. Mas na época, o que existia era um coronelismo, autoritarismo de um gestor que hoje está no palanque do atual governador interino pedindo votos a ele”, disse Mário Lúcio.