Acompanhamento médico e vida ativa são importantes para retardo da doença de Alzheimer

Mais que esquecimento, a doença de Alzheimer, se não for rapidamente identificada e tratada, pode interferir no desempenho de atividades cotidianas do portador. A doença, que é comum na velhice, foi tema de roda de conversa realizada na manhã desta quarta-feira, 19, no Parque da Pessoa Idosa Francisco Xavier de Oliveira, em Palmas.

 

Mais de 60 pessoas, entre frequentadores do parque e familiares convidados, participaram atentos aos vídeos e esclarecimentos repassados. Muitos, inclusive, aproveitaram o espaço para tirar dúvidas e deixar depoimentos.  O aposentado Walter José Faria fisgou a atenção de todos ao contar sua experiência de cuidado e dedicação à esposa Vera Faria. “Posso dizer que é  possível prevenir a doença antes que ganhe graus mais severos, com compreensão, companheirismo e amizade. É uma doença muito difícil e quem a tem só precisa disso: amor, carinho e compreensão. Assim que descobrimos em 2012, iniciamos o tratamento. Eu, em apoio, me tornei o cuidador dela e hoje ela tem uma vida praticamente normal”, disse ele.

 

O exemplo citado reforçou a orientação sobre a importância do acompanhamento de saúde regular dos idosos. O médico da família Múcio Guilherme e as internas do curso de Medicina no Centro de Saúde da Comunidade da Arso 41 – Angélica Barros e Wanessa Rabel esclareceram aos presentes os sinais e sintomas do Alzheimer e explicaram como a investigação de várias outras doenças é importante para um diagnóstico precoce.  “Existem muitos sinais ou sintomas compatíveis com outras doenças. Então quando um idoso tem acompanhamento regular, é muito mais fácil obter o diagnóstico, porque o médico que o conhece vai perceber melhor as mudanças que a doença traz”, disse Múcio Guilherme.

 

Outro mito esclarecido é de que a doença tem origem psiquiátrica, quando na verdade é neurológica e que os especialistas que podem ajudar no diagnóstico são também o geriatra ou o neurologista.

 

 

Vida ativa e saudável

 

Outras recomendações para prevenção ou retardo do aparecimento do Alzheimer citadas reforçam que ter um estilo de vida saudável e fazer com frequência a estimulação do corpo e da mente são extremamente úteis. “Atividades físicas três vezes por semana, evitar o consumo de carboidratos simples como o açúcar em excesso ou a farinha branca e fazer a estimulação do cérebro, com leitura, interpretação de texto e caça-palavras são algumas coisas que ajudam muito a retardar a vinda da doença”, orientou Angélica.

A ocasião foi também de convite dos frequentadores do parque para a Corrida/Caminhada contra o Alzheimer na próxima sexta-feira, 21, às 18 horas, com saída da Praça dos Girassóis. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (63) 98404-9212. Aos interessados foi pedido, a quem puder, a apresentação de um pacote de fralda geriátrica.

 

Depois de encerrada a roda de conversa, os idosos participaram da aula de zumba, uma das atividades oferecidas gratuitamente no cardápio de serviços do Parque da Pessoa Idosa e que trabalham a estimulação à vida ativa dos idosos.

 

Atualmente o parque tem cerca de 150 frequentadores que participam semanalmente de atividades como a própria zumba, a capoeiraterapia e atividades funcionais ao ar livre. Também há acompanhamento por psicólogo e médico, sessões de fisioterapia, de massagem e terapia reiki. “Muitas destas atividades ajudam o idoso a ter autonomia para atividades cotidianas, assim como fortalecimento do corpo para prevenção de quedas e de fraturas, que são problemas comuns na velhice”, explica a coordenadora do parque, Silvanete Mota.

 

 

Alzheimer

 

A idade e a história de familiar com a doença na família são dois fatores de risco para o Alzheimer. Alguns dos sinais e sintomas da doença são a perda de memória associada à perda de funções cognitivas, que interferem na realização de atividades cotidianas, a exemplo de  esquecer o nome de pessoas próximas e de desempenhar atividades da rotina, como comer ou ir ao banheiro, por exemplo. “A mensagem aqui foi para empoderar a comunidade com conhecimento, porque quando sabemos que com informação os idosos têm capacidade de melhorar em tudo e ajudam muito a comunidade. Estão todos mais atentos e informados sobre o que fazer”, afirmou o médico da família Múcio Guilherme.

 

(Edição e postagem: Inez Freitas)