Arquidioceses dos Estados Unidos registra mais de 300 casos de crimes sexuais com aproximadamente mil crianças

No auge de uma série de escândalos em várias arquidioceses dos Estados Unidos, o gabinete do Procurador do estado da Pensilvânia emitiu em meados de agosto um relatório assustador.

No auge de uma série de escândalos em várias arquidioceses dos Estados Unidos, o gabinete do Procurador do estado da Pensilvânia emitiu em meados de agosto um relatório assustador, detalhando os crimes sexuais realizados.

O relatório retratou uma hierarquia que trabalhou ativamente para abafar os casos de agressão sexual e para proteger os responsáveis desses ataques. Desde então, várias dioceses criaram comissões de inquérito para apurar as denúncias de agressões sexuais, e algumas publicaram listas de religiosos declarados inaptos para o cargo.

Confrontado a uma crise de credibilidade sem precedentes na Igreja Católica, o Papa Francisco convocou uma cúpula para o final de fevereiro sobre a “proteção de menores”. “Na falta de uma resposta abrangente e comum, não somente seremos incapazes de levar cura às vítimas, mas a própria credibilidade da Igreja para cumprir a missão de Cristo estará ameaçada em todo o mundo”, disse o comitê orientador da conferência em uma carta a todos os participantes.

Seus organizadores pediram, na terça-feira, que os participantes encontrem pessoalmente vítimas de abusos sexuais cometidos pelo clero. Por meio desta abordagem, os organizadores esperam que as vítimas ocupem o centro dos pensamentos dos cerca de 180 participantes, principalmente os presidentes das conferências episcopais, mas também especialistas.

O aguardado encontro deverá abordar questões como a responsabilidade dos bispos e a transparência da Igreja Católica.

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