Por não negar a fé, cristão ficou três dias amarrado em um poste sendo zombado

Marcelino Torres Robles é um cristão de uma pequena comunidade de Mezquitec, no estado de Jalisco, no México.

Marcelino Torres Robles é um cristão de uma pequena comunidade de Mezquitec, no estado de Jalisco, no México. Esta comunidade é formada majoritariamente por indígenas wixárica, onde há um lugar sagrado deste povo, o “tatewarita”, que significa “o lugar de onde veio nosso ancestral, Avô Fogo”. Wixáricas de estados vizinhos, como Nayarit, Durango e Zacatecas vão regularmente visitar esse santuário.

Em fevereiro deste ano, Marcelino recebeu a proposta da Câmara Municipal de ser nomeado para um cargo em uma das agências indígenas do governo. Mas ele não aceitou a proposta. Segundo ele, os líderes locais suspeitaram de seu envolvimento com uma fé diferente das crenças tradicionais indígenas. Para persuadi-lo de abandonar sua nova religião, eles decidiram oferecer-lhe o cargo. Como não aceitou, Marcelino começou a ser ameaçado de ser expulso da comunidade, caso não desistisse do cristianismo. Como punição por ter recusado a proposta, ele foi amarrado a um poste por três dias, em que as pessoas zombavam dele.

Em outubro, Marcelino foi convocado novamente pelas autoridades locais, mas dessa vez a reunião contava com oficias de um nível mais alto do estado. Ele foi algemado e não tinha nenhuma assistência de advogado. O que ele não sabia é que sua cela na prisão já estava preparada.

Na reunião, novamente lhe ofereceram o cargo, mas ele recusou pela segunda vez. Quando perguntaram por que ele não queria aceitar, ele respondeu que agora conhecia a Deus e tinha sido batizado na sua nova fé em Cristo. Como consequência, as autoridades decidiram levá-lo direto para a prisão, sem comida. Durante a semana que passou preso, sua família conseguia levar comida para ele “clandestinamente”. Quando foi liberado da prisão, foi multado no equivalente a 120 mil dólares e expulso da comunidade para sempre, sem poder levar nada consigo. Entre insultos e ameaças foi escorraçado.

Hoje Marcelino vive com sua esposa, três filhas e oito netos em Tenzompa, uma comunidade próxima à que vivia antes.

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