Quatro cristãos ex-muçulmanos são presos no Irã

Cerca de 13 Guardas Revolucionários à paisana realizaram uma batida policial em quatro casas de cristãos ex-muçulmanos em Ahvaz.

Na manhã do dia 2 de dezembro, cerca de 13 Guardas Revolucionários à paisana realizaram uma batida policial em quatro casas de cristãos ex-muçulmanos em Ahvaz, no Irã. Livros, telefones e computadores foram confiscados. Quatro cristãos foram detidos para interrogação: Shima Zanganeh, de 27 anos, Shokoofeh Zanganeh, 30, Farzad Behzadi, 30, e Abdollah Yousefi, 34.

Shima e Shokoofeh são irmãs e foram levadas para o escritório de segurança Amanayeh em Ahvaz. Há relatos de que elas foram agredidas fisicamente durante o interrogatório. No dia 12, elas foram transferidas para a prisão de Sepidar, em Ahvaz. Um juiz estabeleceu uma fiança de 500 milhões de tomans* (moeda local), cerca de 44 mil dólares, cada. O paradeiro de Farzad e Abdollah permanece desconhecido.

No Irã, líderes cristãos e membros da igreja são presos com frequência. A maioria deles é cristão ex-muçulmano. Eles se reúnem nas chamadas “igrejas domésticas”, igrejas onde no máximo dez pessoas realizam cultos na casa de um dos membros.

Quando são presos, são submetidos a interrogatórios difíceis de suportar, tanto física quanto emocionalmente. Não é incomum os interrogadores ameaçarem ferir membros de suas famílias ou espalhar mentiras sobre o bem-estar dos presos. Durante o interrogatório, os cristãos são frequentemente mantidos em cela solitária. Eles precisam passar dias inteiros em uma pequena cela sem qualquer contato com o mundo exterior. Essa forma de bloqueio é vista como tortura emocional.

Recentemente, muitos cristãos iranianos receberam sentenças de 8 a 10 anos de prisão. Durante esse período, compartilham a cela com outros detentos, alguns dos quais também são prisioneiros de consciência, mas a maioria deles são criminosos. A violência é comum dentro dessas prisões.

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