Compilado: livro de Enoque a história proibida pela bíblia sagrada

Como conta Gênesis 5,18-21, Henoc (também se usa Enoch ou Enoque) é filho de Jared e o pai de Matusalém e bisavô de Noé. Assim Gênesis resume a vida dele:

Henoc andou com Deus. Depois do nascimento de Matusalém, Henoc viveu trezentos e sessenta e cinco anos. Henoc andou com Deus, depois desapareceu, pois Deus o arrebatou. (Gênesis 5,26-27).

O fato de ter sido “arrebatado”, como foi Elias, deu origem a uma tradição muito forte ao longo da história de Israel, inclusive no tempo de Cristo. Essa tradição retinha que Henoc foi o primeiro homem sábio, que inicia a arte da escritura e recebe revelações celeste concernentes a segredos do universo e os transmete às gerações seguintes. Acreditava-se que ele tinha grande sabedoria científica, que adquiriu graças às viagem nos céus, guiados por anjos.

Por que foram excluídos da Bíblia?

Na verdade não se trata de uma exclusão, mas de uma “não-inclusão”. Embora fossem muito populares, esses livros nunca fizeram parte da lista oficial da Bíblia, do que nós chamamos Cânon Bíblico.

O principal critério para incluir um livro nessa lista de livros “escolhidos” é o juízo que tal livro teria sido inspirado por Deus. Embora os cânons bíblicos (bíblia hebraica, igreja protestante e igreja católica) sejam diferentes, todos se baseam nesse fundamento. A tradição, resumindo, julgou que Henoc não é um livro inspirado e por isso não foi incluído na Bíblia. Ele não foi tirado da Bíblia, mas não foi incluído.