Ação sobre importância da doação de sangue e doação de medula mobiliza jovens aprendizes

Eliene Campelo Imprimir

Doze jovens aprendizes que atuam na Prefeitura de Palmas participaram de uma ação de conscientização e incentivo à doação de sangue e de medula óssea que aconteceu na sede da Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração – Renapsi, na tarde desta quinta-feira, 25. Além de palestra com representantes do Hemocentro de Palmas no local também era possível fazer teste de teste de glicemia para detectar a hipo e a hiperglicemia, se cadastrar no banco de medula óssea e aferir pressão arterial. Ao todo 60 jovens aprendizes estavam presentes na palestras.

Após ouvir as palavras da assistente social do Hemocentro que destacou o baixo número de doadores de medula óssea no Brasil a jovem aprendiz, Ravilla Cristina Cabral, decidiu ser uma doadora, preencheu o cadastro e coletou amostra de sangue em seguida. “Nunca havia participado de uma reunião como esta e vi que posso fazer a diferença, posso ajudar alguém que precisa de mim para se curar. Ficou bem claro que muitas pessoas precisam deste tratamento e poucas pessoas se cadastram como doadoras. Eu decidi que serei doadora e vou falar com a minha família para que eles também sejam”, declarou a estudante.

A jovem aprendiz, Wallissa Braz Porto, que atua no Cras Santa Bárbara e veio participar da ação conta que seu marido já é doador de sangue. “Eu já fui ao Hemocentro com ele numa das vezes em que doou sangue e achei bem tranqüilo o procedimento. Hoje aprendi um pouco mais sobre a importância de doar sangue e também sobre doação de medula óssea” conta Walissa.

A assistente social do Hemocentro, Helenilva Custódio, informou que qualquer empresa de Palmas pode solicitar uma ação de conscientização como esta. “O empresário deve ligar na sede do Hemocentro e agendar uma reunião para levarmos estas informações para seus colaboradores. Também é possível trazer para a empresa ou órgão interessado a nossa unidade móvel da Hemorrede Tocantins para fazer a coleta da doação na própria empresa”, explicou a servidora.

Ainda de acordo com a servidora do Hemocentro para ser doador de medula óssea basta a pessoa se cadastrar e doar uma pequena amostra sanguínea. Não é o mesmo procedimento da doação de sangue. Os interessados devem ter idade entre 18 e 55 anos e apresentar documento oficial de identidade com foto.

“A pessoa vai preencher uma ficha com seus dados pessoais e logo após fazer a coleta de uma amostra de 5ml de sangue. Essa amostra coletada é encaminhada ao exame de HLA ou Histocompatibilidade. Com o resultado do HLA essa pessoa será incluída no Redome – Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea e suas informações serão cruzadas diariamente com os dados de pacientes que esperam por uma doação de medula e estão cadastradas no Rereme – Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea”, explica Helenilva Custódio.

A gerente do polo Tocantins da Renapsi, Patrícia Lucena, destacou a participação dos jovens. “Esta ação é para acender uma luzinha na cabecinha deles, eles tem que cuidar da saúde, da glicemia, pressão, mas também precisam pensar no próximo, nas pessoas que aguardam transplantes, bolsas de sangue. É muito bom ver que eles entenderam a mensagem”, finalizou Patrícia.

A ação contou com a parceria da Rede de farmácias Biovida que disponibilizou uma equipe com farmacêuticos, técnico de enfermagem, estagiárias e materiais para coletas e aferições. A empresa também doou kits para serem sorteados entre os jovens aprendizes.

Para doar sangue é preciso:

· Apresentar documento oficial com foto;

· Ter entre 16 e 69 anos de idade;

· O limite para a primeira doação é de 60 anos de idade;

· Pesar no mínimo 50 kg;

· Estar em boas condições de saúde no momento da doação;

· Não ter ingerido alimentos gordurosos nas últimas três horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários

· Resfriado (até o desaparecimento dos sintomas);

· Gravidez;

· 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;

· Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses);

· Ingestão de bebida alcoólica nas últimas 12 horas que antecedem a doação;

· Tatuagem nos últimos 12 meses;

· Comportamento de risco para doenças transmissíveis (aguardar 12 meses);

· Em uso de medicação.

Edição e postagem: Lorena Karlla

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