Indústrias frigoríficas municipais construídas pelo Estado estão em fase adiantada

Luiz Pires/Governo do Tocantins

Sete indústrias frigoríficas municipais (matadouros) estão sendo construídas no interior do Estado, com financiamento do Banco Mundial, dentro do Programa de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável

O Governo do Tocantins está construindo sete indústrias frigoríficas municipais (matadouros) no interior do Estado (de um total de oito), com financiamento do Banco Mundial (Bird), dentro do Programa de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável (PDRIS).

Os municípios contemplados são Ananás, Araguanã, Arapoema, Campos Lindos, Novo Acordo, Ponte Alta do Bom Jesus e Wanderlândia. Conforme explicou o secretário executivo da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Thiago Dourado, o Governo teve problema com a empresa que ganhou a licitação para construir a indústria frigorífica em Barrolândia, que desistiu da obra antes mesmo do seu início. “Agora será realizado um novo processo licitatório. E, como as outras, após a execução das obras estruturais, haverá a licitação dos equipamentos”.

De acordo com Thiago Dourado, responsável por acompanhar as obras, cada indústria tem um cronograma diferenciado. As duas mais adiantadas são as de Ponte Alta do Bom Jesus e Novo Acordo.

“O relatório da licitação para aquisição de equipamentos para essas duas indústrias está pronto e acreditamos que, num prazo máximo de 20 dias, estará concluído esse procedimento licitatório. Em 90 dias, as empresas vencedoras terão de entregar e montar o equipamento dentro das plantas. Essas duas vão ser as mais breves, com previsão de entrarem em funcionamento em agosto deste ano. As outras cinco (Ananás, Araguanã, Arapoema, Campos Lindos e Wanderlândia), estão de 20 a 40% e execução”, informou o secretário executivo da Seagro, Thiago Dourado.

Desenvolvimento sustentável

Os matadouros frigoríficos estão sendo construídos em uma área total de 883,60 m² cada, com a proposta de abate de 50 cabeças de gado por dia, podendo se estender de 100 ou mais cabeças, por meio da ampliação da câmara frigorífica. Os recursos empregados fazem parte do acordo assinado entre o governador Mauro Carlesse e o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, no dia 13 de fevereiro do corrente ano, em Brasília (DF). São investimentos de R$ 500 milhões garantidos até dezembro de 2020, relativos ao Projeto PDRIS, com R$ 18 milhões destinados para essa finalidade.

Segundo o secretário executivo da Seagro, Thiago Dourado, a demanda hoje do Estado para abastecimento de carne bovina é de 1.600 cabeças por dia, sendo que 50% são supridas nos abastecimentos formais de cidades polos como Palmas, Araguaína, Porto Nacional, Gurupi e Paraíso.

Os matadouros em construção estão direcionados inicialmente para atender as cidades pequenas que possuem maior dificuldade, ofertando 400 cabeças por dia, que sana mais 25% da demanda total, e consegue atender até 400 mil pessoas por dia.

“É importante deixar claro que os benefícios dessas indústrias são para as regiões adjacentes às localidades de instalação. O ponto de equilíbrio calculado para o abastecimento se estende a um raio de 200 km, atendendo cerca de 125 cidades no total”, destacou Thiago Dourado.

Geração de emprego e renda

Em visita realizada aos matadouros em construção, no mês de fevereiro passado, o titular da Seagro, César Halum, ressaltou a importância da instalação de indústrias frigoríficas no interior do Estado, o que promoverá o desenvolvimento regional, aproximando o produtor pecuarista da unidade de beneficiamento, gerando emprego e oportunidades, além de garantir uma carne de qualidade, inspecionada que proporcionará a segurança alimentar.

O secretário complementou, afirmando que a instalação desses frigoríficos também é uma forma de aumentar a segurança do homem do campo, que muitas vezes tem seu gado roubado e levado ao abate nos frigoríficos clandestinos, os quais não possuem o controle de inspeção e não se preocupam com a origem da carne.

A escolha dos municípios beneficiados com o programa, e consequentemente com a construção dos matadouros, obedeceu aos critérios impostos de viabilidade como sanidade, suficiência de rebanhos, demanda de abate condizente com a capacidade dos matadouros, compras institucionais, Compra Direta Local e Programa Nacional de Alimentação em Escolas (PNAE), garantia de comercialização, processo de abate certificado com o Serviço de Inspeção Municipal, dentre outras normas. O projeto de construção já foi aprovado.

Segundo a Seagro, 80% dos municípios do Estado não possuem matadouros frigoríficos e o abate é feito clandestinamente em condições precárias que oferecem risco à saúde da população, ao meio ambiente, causam maus tratos aos animais e não oferecem nenhum benefício à sociedade.

Benefícios da regularização

É importante perceber que a instalação desses frigoríficos está associada também com a preocupação do Governo com a saúde pública, uma vez que estas novas estruturas poderão comercializar uma carne segura e inspecionada, sem oferecer qualquer risco à população. A construção dos abatedores além de legalizar o abate, também promove segurança alimentar e melhoria na vida da população e consequentemente melhora a qualidade alimentar.

Desde o processo de construção até a operacionalização dos serviços, a obra oferece emprego à população, gera renda e consumo na região, bem como atrai novas empresas, indústrias; melhora as pastagens e os serviços de extensão rural; gera serviços e venda de insumos; cresce a logística e o aumento da demanda por captação de transporte do gado das fazendas para as indústrias e da carne beneficiada e inspecionada para os mercados e açougues.

Segundo Thiago Dourado, a instalação dessas indústrias gera, sem dúvida, uma cadeia produtiva que se expande em diversos outros setores ligados à logística de produção e manutenção do mercado, que tem uma previsão de geração de 3 mil a 4 mil empregos diretos ou indiretos, com uma arrecadação de aproximadamente R$ 100 milhões por mês com toda essa cadeia.

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