PGE evita que R$ 602 mil do IGEPREV fossem usados para pagar dívidas da Churrascaria Porcão; confira

Uma ação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) evitou que R$ 602 mil das contas do Instituto de Gestão Previdenciária (Igeprev) fossem direcionados para pagamento de processo trabalhista no Rio de Janeiro de um ex-funcionário da Churrascaria Porcão.

O Igeprev é dono de quase metade do fundo de investimentos intitulado como FP1, que possui entre seus ativos a rede de Churrascaria Porcão, que decretou falência no ano de 2017. “Em razão desse processo, várias demandas judiciais e trabalhistas foram impetradas por ex-funcionários e fornecedores. Como cotista, o Igeprev tem sido acionado como réu nessas ações. Acontece que, na condição de investidor, nós não podemos ser condenados a pagar esse tipo de indenização”, contou o presidente do Instituto, Sharlles Fernando Bezerra Lima.

Conforme explicou o gestor do Igeprev, como o instituto não solicitou a exclusão da ação quando foi notificada em 2017, a Justiça do Rio de Janeiro bloqueou da conta do órgão o valor de R$ 602 mil para indenizar o trabalhador. “Quando nós visualizamos o recurso bloqueado na conta, acionamos a PGE [Procuradoria Geral do Estado], para que ela pudesse recorrer. Eles pediram a exclusão do Igeprev da ação e então foi possível fazer o desbloqueio”, informou.

Sharlles disse que o Igeprev tem atualmente R$ 303 milhões aplicados na Churrascaria Porcão. Uma ação contra os ex-gestores do órgão, responsáveis pelas aplicações, está na Justiça. “Atualmente, nossa política tem sido de investir o patrimônio do Igeprev em aplicações seguras apenas em instituições financeiras soberanas como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco, por exemplo”, finalizou. (Jesuino Santana Jr)

 

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